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Formada em Comunicação Social pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, com especialização em Administração pela FIA-USP e MBA em Gestão da Saúde pelo INSPER e Coaching pelo Instituto Brasileiro de Coaching e Universidade de Ohio

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Mudança de Rota

Olá! 

Saudades de compartilhar por aqui. Vida corrida, essa a nossa, não é?

Essa correria me faz refletir no quão interessante é a habilidade que desenvolvemos ao longo do tempo, para driblar as surpresas que essa vida nos apresenta vez por outra.

Lidar com os imprevistos é uma arte que abrange diversas competências.

Pensa comigo: paciência, aceitação, agilidade, decisão, conhecimento, criatividade, adaptabilidade, equilíbrio, responsabilidade pessoal, iniciativa, capacidade de análise, negociação e outras tantas!

Será por isso que a maturidade e a vivência nos deixam mais tranquilos, menos ansiosos, menos dramáticos, menos imperativos, menos fatídicos?

Observando o mundo corporativo, é notória a dificuldade que os profissionais apresentam em redirecionar ações. 

Ao contrário da vida, onde o mundo nos obriga a mudar rota sem chance de argumentação, não é incomum termos que mover montanhas para que profissionais aprendam a aceitar a possibilidade do erro, a necessidade de correção do percurso.

Passa pela vaidade de se imaginarem onipotentes, oniscientes: incapazes de errar. Muitas das vezes, a verdade escancarada se mostra intransigente com as decisões tomadas, mas insistem em subestimar o universo.

Ora, pois. Será que realmente vale a pena querer estar certo em 100% das vezes?
Não basta o discurso de não ter compromisso com o erro. Primordial é nos permitir o aprendizado. Sermos capazes de ouvir.

Aceitar que várias cabeças podem pensar melhor que uma só.

Afinal, o mundo persistirá, apesar de nós. Então, vamos evoluir?

Grande abraço!

Jessica




terça-feira, 9 de julho de 2013

Isso é medicina? Protesto!

Nossos dias demonstram que o equilíbrio entre o valor material e o valor sentimental estão cada vez mais desbalanceados.
Não falo somente da falta de solidariedade e respeito nas ruas, com as pessoas.
Não só do empurra-empurra nos acessos a ônibus e metrôs, nas discussões por vagas nos estacionamentos de shoppings, daqueles que não dão assento às grávidas.
Nem falo tão pouco da falta de amor ao próximo, com os que passam fome ou ainda dormem nas ruas, os dementes, os velhos, as crianças molestadas por detentores de mentes perturbadas. 
Não falo só de pais que matam filhos e filhos que matam pais por valores questionáveis e motivos torpes.
Não falo somente dos crimes hediondos que vemos nas mídias sensacionalistas, nem da política suja e corrompida de nossos governantes.
Falo também daqueles que são corrompidos anônimos. Que se escondem atrás de seus "canudos", doutorados e mestrados, valendo-se disso para cometer verdadeiros crimes à vida. 
Daqueles que proferem votos de ética quando acadêmicos e que se deixam levar pelas cifras que podem acumular, a qualquer custo, incluindo a vida do outro. 
Falo dos que se entregam ao dinheiro fácil e manipulam vidas, daqueles que cometem extorsão pelo falta de humanidade, pela feliz fugacidade que podem proporcionar alguns trocados a mais.
Falo daqueles a quem confiamos nossas vidas, a quem acreditamos zelar pela nossa saúde e que não vêm em nós mais do que a representação de 30% a mais na prótese que podem implantar ou na cirurgia que podem realizar para alguns honorários a mais no fim do dia.
Não me tomem como generalista, pois é fato que há aqueles que se diferenciam em todos os pontos aqui colocados, com ética e valores inquestionáveis. 
Mas hoje estou apenas compartilhando a minha indignação com o lado escuro e obscuro da saúde suplementar. Contra a verdadeira máfia que se esconde por trás da máscara da saúde.
É... estou indignada. Pela falta de atuação forte na regulação ética dos "profissionais" deste setor.
Indignação pelo egoísmo do homem. Pelo animalismo dos profissionais liberais. Nestes dias de protesto, acho que estou protestando. 
Sim, isto é um protesto. 
Contra o desejo pelas coisas fáceis. Pelos que acham que "não têm nada com isso".
Um protesto contra a falta de humanização.
Um protesto contra a falta de caridade.
Um protesto contra a falta de valores éticos verdadeiros.
Pela falta de responsabilidade pessoal e vontade de ser bom, fazer o bem.
Um protesto pela falta de amor!
Tenho dito.

Grande abraço,

Jessica M Gomes

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Você, líder, dorme bem?

Cada vez mais creio que o que difere as pessoas umas das outras é tão somente a maneira como encaram as situações que se lhe apresentam.

Não é incomum que em situações difíceis se tenha dificuldades em decidir sobre qual o melhor caminho.

Em situações onde mudar é fundamental, ter na liderança problemas de tomada de decisão e rupturas é crítico agravante do contexto.

Tão crítico também são os comportamentos dos líderes que limitam sua responsabilidade àquilo que lhes bonifica o bolso diretamente.

Tenho vivenciado experiências as mais diversas, onde grandes empresas enveredam por caminhos conflituosos, por vezes em desequilíbrio fatal entre custo e qualidade, com foco meramente financeiro, para benefício dos que operam o próprio bônus.

Normalmente geradas por decisões equivocadas de sua própria gestão, estas dificuldades implicam atitudes as mais estapafúrdias, que vão desde o fim de iniciativas de sucesso -  com desperdício total da imagem de qualidade já conquistada -  à dispensa de capital intelectual de qualidade para a redução de custos operacionais.

Como já disse em vezes anteriores, já ouvi CEOs advogando em favor de um alto turn over justificando-o como resultado de uma "oxigenação" natural da organização.

Ora, há que se justificar tudo o que for necessário para a manutenção do status quo da governança geradora do desequilíbrio, o que é esperado, embora inadmissível em tal argumento.

Há quem justifique gastos pessoais de monta inadequada aos caixas da organização considerando um investimento ao estímulo de vendas. Estes são capazes de convencer pela simples competência da oratória e soluções de curto prazo fadadas ao insucesso rápido.

Há aqueles que acreditam que conseguem perdurar por muito tempo pela força do discurso.

Mas o fato, colegas, é um só: não há castelo que perdure com fundação de areia.

O trabalho árduo não só dignifica, mas dá sabor às conquistas, credibilidade à liderança e coesão de equipe.

Além do que, nada é mais salutar que ter uma noite de sono tranquila, depois de um dia de trabalho duro e honesto.

Eu durmo bem. E você?

Grande abraço,

Jessica M Gomes



sábado, 13 de abril de 2013

Se tudo vai bem, vc precisa de alguém?

É prerrogativa de cada organização garantir a perenidade de seus investimentos.

Na compra de um equipamento, por exemplo, a manutenção, percentual de ocupação, cuidados no uso, capacitação de quem opera e etc, vão garantir a durabilidade e justificar o investimento de compra, depreciação e consequente lucratividade.

Quando falamos de um equipamento isso muito lógico e tangível. Quando o assunto são serviços de relacionamento, aí a lógica se distorce na mente de quem define diretrizes institucionais.

Verdade é que todos acreditam que "relacionamento com clientes" seja uma atividade bastante simples de garantir perenidade, básica questão de processos, organização, método, políticas e treinamento.

Ocorre que nada disso se sustenta ao longo do tempo se não houver uma liderança forte, com conhecimento em relacionamento humano, com equipe engajada e que mantenha o foco no trabalho em equipe, coesão de time, objetivos e resultados.

Falando assim, não existe nada de novo. Coisas que estamos cansados de saber, aprender, ler, ouvir.

A questão aqui é encontrar quem na prática consiga levar adiante, com compromisso e resultados, equipes de 10 a 10 mil funcionários.

Nas minhas experiências, tenho visto empresas - em especial no setor da saúde - investirem milhões em consultorias para garantia de resultados processuais e financeiros, com resultados que massacram o clima organizacional e destroem investimentos passados, deteriorando resultados futuros.

Por mais simples que pareça, conseguir manter a excelência de serviços alcançada com custo operacional equilibrado exige competência de quem sabe liderar pessoas e não somente processos, finanças e politicas institucionais.

Difícil ainda é encontrar quem efetivamente saiba cumprir com tais entregas, mediante a banalização dos profissionais do setor e o "achismo" de profissionais de outras categorias/setores como comercial, marketing, recursos humanos e inclusive médicos e enfermeiros, que entendem serem capazes de conduzir com o expertise que têm, a liderança de áreas de relacionamento.

Engano. Quando tudo vai bem, há a tendência de se achar que é simples manter o vôo em céu de brigadeiro, que não se precisa de alguém diferenciado com remuneração igualmente diferenciada, para garantir a perenidade dos serviços.

Auto-suficiência, arrogância mesmo.

Ora, imagine se um profissional de atendimento resolvesse liderar uma área cirúrgica, comercial ou de eventos, por exemplo. Não podemos imaginar que seja impossível num primeiro momento, mas certamente as dificuldades serão muitas para engajar, obter resultados e quiçá garantir sustentabilidade ao longo do tempo.

Subestimar o caráter estratégico de áreas de relacionamento e prestação de serviços, encarando a condução de maneira medíocre e simplista só leva à degradação em médio prazo.

Em um ou dois anos, no máximo, organizações que adotam este tipo de diretriz acabam por comprometer serviço, imagem, resultados financeiros e sua própria identidade.

Analogicamente, nas relações humanas, quando tudo vai bem, tendemos a imaginar que não precisamos de ninguém. Mas este é um pensamento completamente equivocado. É exatamente quando as coisas vão bem, quem precisamos de força conjunta para reunir e estocar energia necessária para épocas difíceis.

E com você? Se vai tudo bem, você precisa de alguém?

Grande abraço,

Jessica M Gomes










sexta-feira, 29 de março de 2013

Ser melhor - Você é capaz de renascer?

O mercado de trabalho, em especial na área de Relacionamento com Clientes, é farto de profissionais, populoso mesmo.
Entretanto, tenho notado  - com certa tristeza - que o foco no desenvolvimento dos recursos humanos tem deixado a desejar. Desde o âmbito de formação familiar, escolar, acadêmica e profissional.
Acredita-se que o conhecimento é suficiente para o bom desempenho, mas de fato o que o mundo corporativo necessita é muito mais que isso.
As organizações espelham um cotidiano tresloucado, com um "dinamismo" insano de quem acredita que ter muito a fazer é sinônimo de trabalho e onde cada vez mais se deixam levar pelos "acontecimentos", pela gestão de conflitos.
No mundo de hoje é difícil saber quem domina quem: se a tecnologia e a informação estão a favor do homem ou se homem está para atender ao domínio da velocidade imposta pelo hábito e vício do uso da tecnologia e da informação.
A sensação assemelha-se a uma maratona sem fim, uma corrida eterna, nos 220 Watts de potência, cheirando a queimado, sem jamais avistar a linha de chegada..
Deparo-me com jovens que não têm a menor ideia do que desejam ser, em que desejam se desenvolver, o que gostam de fazer. O que todos querem é ter uma tal de "oportunidade" para ganhar mais e ter uma posição de destaque.
Não sei exatamente quem é esta entidade, a tal da "oportunidade", que esperam receber de alguém que lhes dê uma "chance", que "aposte" neles.
Sou da época onde a satisfação vinha da conquista pela atitude, pelo bordão de "quem sabe faz a hora não espera acontecer"! Conquista de notas na escola, de confiança, de amigos, de um bom trabalho, de um amor, de um mundo melhor. Um mundo de ideologias, sim: "Ideologia, eu quero uma prá viver".
Hoje, diante de tantos jovens sem rumo, sem ideais, sem perspectivas sobre seu legado, pergunto-me onde foram parar os desejos de realização, entrega pessoal, dedicação.
Onde anda a educação, a gentileza e a solidariedade,além das palalvras dos postings de facebook. Onde anda a atitude?
Trabalho com áreas de relacionamento em um setor onde a carência de humanização é cada vez mais reflexo de uma total falta de compaixão, de amor o próximo e solidariedade dos dias de hoje.
Ter é a palavra de ordem. Líderes são cada vez mais raros. O poder é mais desejado pelo ego e vaidade que  pela sensação de conquista e mérito. 
O respeito e a ética são palavras vazias de atitude, vigorando em manuais de conduta em suas letras serifadas e maiúsculas, como se estar escrito representasse a realização destes valores vitais e raros.
Mas ainda assim, tenho a minha ideologia, meus valores e minha felicidade que neles reside. 
Acredito em fazer a diferença e satisfazer-me com isso. Acredito em doação, em compartilhamento, caridade. 
Acredito que posso fazer sempre mais e melhor e isso me move para o dia seguinte. Acredito em humildade. Creio no poder da realização daquilo em que acredito. Esforço-me em todos os momentos para dar uma contribuição, mesmo que pequena, mesmo que para poucos, que os faça refletir e agir diferente. Isso me faz sentir uma pessoa melhor. Realizada! Que renasce a cada dia! Creio nisso, com toda minha fé!
E você, acredita que pode ser e fazer melhor?

Um grande abraço!

domingo, 3 de março de 2013

Você sabe usar o e-mail?

O uso de e-mails nas relações de trabalho e nas relações pessoais tem se tornado cada vez mais intenso.

Ocorre que  habilidade da escrita com garantia de interpretação assertiva não é competência generalizada, em especial nos dias de hoje.

O inverso também é verdadeiro: interpretações contaminadas por pré-conceitos e pessoalidades são cada vez mais frequentes.

O bom e velho telefone, com o apoio auditivo e a possibilidade de responder a dúvidas e esclarecer questões rapidamente, tem sido deixado de lado. Postura comum  também é o mau hábito de não se atender ao telefone até o segundo toque. Ao contrário, há quem não atenda para "ganhar tempo" em outras atividades e outros que "tiram do gancho" para não serem interrompidos.

Poderíamos elencar alguns dos diferentes motivos para este cenário: 
  • a velocidade e otimização de recursos exigidos que impelem o profissional a fazer um volume muito maior de mais tarefas,
  • a falta de investimento em sistemas de apoio inteligentes que implicam mais tarefas
  • reuniões ineficientes, sem pauta e horários de inicio e fim
  • a própria realidade atual, onde o uso de meios eletrônicos nos relacionamentos favorecem o distanciamento das relações "olho no olho".
Podemos listar também as consequências:
  • ineficiência operacional
  • deterioração e distanciamento das relações
  • favorecimento aos conflitos
  • fomentação da procrastinação
  • comprometimento de prazos
  • repasse da responsabilidade para o outro questões ( nem sempre há tempo de leitura para o imenso volume de e-mails, o que dá a chance de dizer que "ficou parado com fulano")
  • desestimulo ao trabalho em equipe
  • limitação da inovação
  • reduz a satisfação
  • comprometimento do clima organizacional e resultados, entre outra série de questões.

Líderes também se enquadram e servem como modelo para o mau uso do canal e-mail: seja mandando "recados" generalizados, seja encaminhando orientações e informações evitando questionamentos e mantendo sua zona de conforto. Além de mantê-los longe das áreas operacionais.

Não é nada incomum encontrar líderes de organizações que, por vezes, trabalham por anos sem nunca terem visitado o "chão da fábrica".

O desenvolvimento de pessoas fica inevitavelmente comprometido, mas leva mais tempo para serem percebidos como parte afetada pelo mau uso do e-mail.

Entretanto, nada disso elimina a necessidade e os benefícios do uso do e-mail, em especial como forma de documentação, como eram os "memorandos", no passado, bem como o uso de outros meios eletrônicos.

Neste sentido, algumas empresas, além das já existentes políticas de utilização, estão decidindo limitar o uso de e-mails.

Isso leva a outro questionamento: limitar seria o caminho adequado, ou apenas o mais fácil que desenvolver e proporcionar uma mudança cultural?

A dica de hoje é para reflexão de seu comportamento.

Grande abraço,

Jessica M Gomes



sábado, 2 de março de 2013

Preocupação?

Quero compartilhar hoje um dos maiores aprendizados em minha vida profissional e pessoal.

Um aprendizado nada fácil, é fato, mas que se trabalharmos com afinco e, em especial, se nos dispusermos a aprender algumas técnicas de meditação, pode nos ajudar e muito.

Viver o momento presente não é nada fácil para nós que, desde sempre, somos treinados para manter a mente ativa e dominante.

Mas ocupar-se previamente com suposições e hipóteses em excesso pode causar um nível de estresse muito maior que o necessário para uma determinada situação.

É o que costumamos chamar de "Preocupação". Quando nos pré-ocupamos, não nos ocupamos de atuar em questões presentes que podem afetar o hoje e também o amanhã.

É preciso muito cuidado para não confundir este comportamento com atitude de cautela ou análise de variáveis para a tomada de decisão.

A "preocupação" diferencia-se pelo grau de emoção associado: normalmente, sentimos angústia.  Uma sensação de que não conseguiremos passar pelo problema , de que há alguma coisa vazando pelos vãos dos dedos e, não é incomum ,  auto-culpabilidade por eventualmente não conseguirmos cobrir todas as possibilidades.

É um estado condicional, quase um auto- flagelo mental, onde as perguntas inciam por : "E se....".

Aprender a dominar a mente com relação à "pré-ocupação" é um desenvolvimento de auto-controle que não podemos deixar de lado.

A pior situação num ambiente profissional e mesmo no pessoal é permitir que a "preocupação" nos domine. Ela é fatal e pode levar ao congelamento, medo, instalação da falta de atitude, da manutenção do status quo, da estagnação.

Essa é a dica de hoje! Medite!

Grande abraço