O uso de e-mails nas relações de trabalho e nas relações pessoais tem se tornado cada vez mais intenso.
Ocorre que habilidade da escrita com garantia de interpretação assertiva não é competência generalizada, em especial nos dias de hoje.
O inverso também é verdadeiro: interpretações contaminadas por pré-conceitos e pessoalidades são cada vez mais frequentes.
O bom e velho telefone, com o apoio auditivo e a possibilidade de responder a dúvidas e esclarecer questões rapidamente, tem sido deixado de lado. Postura comum também é o mau hábito de não se atender ao telefone até o segundo toque. Ao contrário, há quem não atenda para "ganhar tempo" em outras atividades e outros que "tiram do gancho" para não serem interrompidos.
Poderíamos elencar alguns dos diferentes motivos para este cenário:
- a velocidade e otimização de recursos exigidos que impelem o profissional a fazer um volume muito maior de mais tarefas,
- a falta de investimento em sistemas de apoio inteligentes que implicam mais tarefas
- reuniões ineficientes, sem pauta e horários de inicio e fim
- a própria realidade atual, onde o uso de meios eletrônicos nos relacionamentos favorecem o distanciamento das relações "olho no olho".
Podemos listar também as consequências:
- ineficiência operacional
- deterioração e distanciamento das relações
- favorecimento aos conflitos
- fomentação da procrastinação
- comprometimento de prazos
- repasse da responsabilidade para o outro questões ( nem sempre há tempo de leitura para o imenso volume de e-mails, o que dá a chance de dizer que "ficou parado com fulano")
- desestimulo ao trabalho em equipe
- limitação da inovação
- reduz a satisfação
- comprometimento do clima organizacional e resultados, entre outra série de questões.
Líderes também se enquadram e servem como modelo para o mau uso do canal e-mail: seja mandando "recados" generalizados, seja encaminhando orientações e informações evitando questionamentos e mantendo sua zona de conforto. Além de mantê-los longe das áreas operacionais.
Não é nada incomum encontrar líderes de organizações que, por vezes, trabalham por anos sem nunca terem visitado o "chão da fábrica".
O desenvolvimento de pessoas fica inevitavelmente comprometido, mas leva mais tempo para serem percebidos como parte afetada pelo mau uso do e-mail.
Entretanto, nada disso elimina a necessidade e os benefícios do uso do e-mail, em especial como forma de documentação, como eram os "memorandos", no passado, bem como o uso de outros meios eletrônicos.
Neste sentido, algumas empresas, além das já existentes políticas de utilização, estão decidindo limitar o uso de e-mails.
Isso leva a outro questionamento: limitar seria o caminho adequado, ou apenas o mais fácil que desenvolver e proporcionar uma mudança cultural?
A dica de hoje é para reflexão de seu comportamento.
Grande abraço,
Jessica M Gomes

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