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Formada em Comunicação Social pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, com especialização em Administração pela FIA-USP e MBA em Gestão da Saúde pelo INSPER e Coaching pelo Instituto Brasileiro de Coaching e Universidade de Ohio

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Estabelecendo Objetivos - Método SMART

Quer definir estratégias para a sua empresa com uma metodologia INTELIGENTE?
Então você precisa conhecer a metodologia SMART que visa auxiliar empresas ou pessoas a definir objetivos estratégicos para o negócio, de forma eficiente e eficaz.
Estabelecer objetivos não é tarefa simples. Precisam ser claros, mensuráveis e realistas (alcançáveis).
A metodologia considera os seguintes pontos:

S – SPECIFIC (específico): deve ser definida uma meta específica no resultado que se quer atingir. Por exemplo, numa meta de vendas a equipe deve estabelecer o percentual desejado e em que prazo: aumenta de vendas de 5% em um período de 3 meses (exemplo).

M – MEASURABLE (mensurável): identificar como essa meta será medida e garantir que o dado seja confiável, para a coleta de informações de vendas no período definido, no nosso exemplo, o faturamento realizado durante os 3 meses.

A – ATTAINABLE (alcançável): nada adianta uma excelente estratégia se o objetivo é impossível de ser realizado. Tenha metas desafiadoras, mas que sejam exequíveis. No nosso exemplo, a meta for de 70% em três meses com a mesma equipe, as chances de fracasso são imensas e os resultados negativos, gerarão cansaço, desmotivação e frustração da equipe.

R – RELEVANT (relevante): metas inovadoras sempre são bem-vindas, porém, é extremamente importante que estas sejam relevantes para o negócio. Não gaste tempo e esforço em ações que não contribuirão para um resultado positivo para a empresa.

T – TIME BASED (temporal): o tempo pode ser seu maior aliado ou o seu carrasco dependendo da sua estratégia. Com o dinamismo do mundo atual são mais comuns as definições de ações estratégicas para um período de 1 ano, sendo revisitadas ao final de 6 meses e acompanhadas mensalmente.

Seguindo esta linha, defina ações onde possa ver evolução neste período de tempo. Projetos muito curtos, não permitem grandes acompanhamentos, em contrapartida, projetos muito longos perdem sua importância com o tempo.

Precisa de um projeto SMART para sua empresa?
#vemparaHUMANIX, que te ajudaremos a definir os melhores objetivos para o sucesso.

Indicadores: como definir?

“Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, e não há sucesso no que não se gerencia”

Esta frase de William Edwards Deming datada de 1950 ultrapassa os séculos com total adequação e propriedade.

Os indicadores são basicamente uma relação de duas informações passíveis de medição a fim de obter um resultado como ponto de partida para análise de cenários e tendências junto com outras informações, que suportarão decisões estratégicas ou táticas.

Mas como definir quais os melhores indicadores para o meu negócio?

Esta pergunta não é tão simples de responder, mas tentaremos ajudar! 😉

O ideal é que você defina:

•    OBJETIVOS a serem atingidos

•    MENSURAÇÕES que possam compor este objetivo e suas unidades de medida (porcentagem, nº por mil, volumetria pura)

•    Como essas medidas podem se RELACIONAR E EM QUAL PERIODICIDADE

•    Quais as REFERÊNCIAS DE MERCADO ou PATAMARES ACEITÁVEIS

•    DEFINIR FICHA TÉCNICA DO INDICADOR

Evite fórmulas muito complexas. Por exemplo:

OBJETIVO: “ser uma empresa reconhecida por oferecer segurança ao paciente”.

MEDIDAS: Número de eventos adversos no mês; Número de pacientes atendidos.

RELAÇÃO: Número de eventos adversos a cada mil pacientes atendidos no período de um mês

REFERÊNCIAS: 0,5 eventos adversos a cada mil pacientes atendidos no mês

SEU RESULTADO: 5 eventos adversos a cada mil pacientes atendidos no mês.

Opa! Temos melhorias a fazer!

Precisa de ajuda para definir indicadores essenciais para o seu negócio?

#vempraHUMANIX e definiremos os melhores indicadores e ações para redirecionar seu resultado!

Experiência do Paciente X Experiência do Colaborador

De tempos em tempos vemos novas expressões surgirem, quando o assunto é o cuidado centrado no paciente.

A mais atual origina-se no conceito que trata as relações no mercado de consumo (User Experience) e que foi adaptada para o setor da saúde como: "Experiência do Paciente”.

Por isso a expressão é muito associada ao nível de satisfação do paciente, mas há que se ter uma visão holística sobre tema.

As percepções, sensações, sentimentos e relacionamentos experimentados pelo paciente com sua doença e com o seu entorno nos oferecerem muito mais subsídios para seu tratamento do que se imagina. A literatura, técnicas e tecnologias médico-assistenciais estão para o suporte ao tratamento e não devem ignorar o próprio paciente. Cada caso é um caso.

Mas o que a Experiência do Colaborador tem a ver com isso? Simples: historicamente o homem repete modelos em seu comportamento. Os ambientes dedicados à saúde são fundamentalmente técnicos, regidos por regras e protocolos.

Quando uma organização se limita a cumprir regras e não adota uma cultura inclusiva do colaborador, ela negligencia a experiência daqueles que entregam o resultado final do seu serviço.

Organizações deste tipo tendem a ignorar parte relevante do seu próprio "tratamento" e estão sempre buscando entender o motivo de terem resultados tão abaixo do esperado, sem achar a causa raiz.

Assim, ouvir os colaboradores e engajá-los no processo de evolutivo e decisório do cuidado do paciente é fundamental. Se o colaborador for tratado unicamente um executor de tarefas, assim ele se comportará nas interações com os pacientes, ditando regras do que pode e o que não pode, negligenciando a experiência do paciente.

Neste modelo comportamental, informações importantes para o cuidado podem ser simplesmente desprezadas.

Em outras palavras, a experiência do paciente reflete a cultura da organização.

Quer mudar a cultura da sua organização? Tenha em suas mãos quem cuida dos seus pacientes.
#vempraHUMANIX e vamos cuidar de quem lhe ajuda a cuidar!

quinta-feira, 25 de abril de 2019

A diversidade X longevidade no mundo corporativo do Brasil


Vamos falar sobre a diversidade no mundo corporativo?

Não é incomum vermos discursos contra as mais variadas formas de discriminação: raça, religião, sexo/sexualidade, para citar apenas alguns.

Você encontra com um colega e no meio da conversa vem essa história: 

"Lá na empresa contrataram uma "molecada" como o pessoal chama, pra dar um "up", inovar, pensar fora da caixa. Não têm experiência no setor mas são craques no excel. Pena que já tem um ano e não conseguimos ver muita evolução."

Depois vem outro, que atua em RH e diz: 

"Não sei mais o que fazer para preencher estas vagas. O dono da empresa exige que os candidatos tenham "boa aparência", além das competências necessárias. Mas não entendo o conceito dele de boa aparência..."

Na mesma proporção são divulgadas belíssimas campanhas de diferentes empresas sobre diversidade, com filosofias "inclusivas".

São fotos de lindos jovens negros, meninas mestiças de olhos puxados, asiáticas, descolados rapazes com tênis e bermudas, outros com longos dreads. Há também os sorridentes com botons de arco-iris e ainda os que representam os PCDs. Todos com a cara da geração saúde, magros e esbeltos.

O que me chama atenção é que nenhum deles aparenta acima de 30 anos e... não há obesos. 

Nenhum tem rugas ou cabelos brancos tão pouco circunferência abdominal acima do desejado, seja qual for o seu gênero.

"Precisamos de sangue novo! Pessoas de 50 anos não tem energia, gordinhos ainda... não são ágeis, não vão aguentar nosso ritmo!"

Oi??? Sério mesmo que vamos continuar com esse pensamento? Deixa falar a realidade então. Os velhos de hoje inventaram a internet entre uma série de outras coisas. 

Vejo jovens que não têm metade da disposição e compromisso dos profissionais de meia idade. E o contrário também é verdadeiro. Então, que paradigmas cruéis e ignorantes.

Ignorantes, sim, porquê primeiro você estimula o "aprender com a experiência" e depois abdica dela.

Em breve e muito breve o cenário de pessoas disponíveis abaixo de 30 anos e com o nível de conhecimento e competências que se exige será insuficiente para o mercado.

Daqui 30 anos faremos o quê com estes jovens atuais que terão 60 anos? Despejaremos todos no mercado, como inúteis velhos gordos sem energia, incapazes de inovar? 

É isso mesmo produção?
















terça-feira, 23 de abril de 2019

Planejar bem: o que contemplar?

Um bom planejamento deve contemplar pontos específicos:

a) Análise da situação atual - quem somos como organização, como nos inserimos no mercado que atuamos, quais nossos pontos fortes, fracos, ameaças e oportunidades (SWOT).

b) Quais os nossos objetivos - numa maior abrangência o objetivo máximo de uma empresa é a sua "Visão" (onde ela se vê dentro de espaço de tempo futuro). Para se atingir um objetivo é comum termos que cumprir um conjunto de metas. Assim conhecer objetivos e metas são um segundo passo relevante para um bom planejamento.

c) Como atingir os objetivos - no limite, aqui fazemos uma lista de ações, com prazos e responsáveis envolvidos, que nos farão atingir as metas necessárias para alcançarmos um ou mais objetivos.

Ao organizarmos estas informações, teremos algo como um mapa de acompanhamento e há uma série de metodologias que podem ser usadas para esta finalidade, tais como o project management.

O  mais importante a ressaltar aqui é que o sucesso de um bom planejamento, além dos pontos acima, está em:

  •  acompanhar com disciplina o andamento das atividades
  •  priorizar as ações considerando uma matriz de esforço, tempo e impactos na estratégia
  •  focar no resultado

Sabemos que os ambientes interno e externo são dinâmicos e que contextos e circunstâncias podem (e vão) mudar, pois fogem ao nosso controle.

Todavia, é preciso observar para que não se disperse a cada mudança de contexto ou nova variável. Em alguns casos nunca se termina o planejamento ou se abandona um para o início de um novo.

Quando isso acontece, além da falta de resultados efetivos e perda de um tempo precioso dos profissionais envolvidos, a liderança entra em descrédito pela falta de clareza no direcionamento.

Bom, agora #vempraHUMANIX e vamos planejar nossos próximos passos para o sucesso?

Um grande abraço,

Jessica Gomes





segunda-feira, 22 de abril de 2019

Engajamento: uma reação


Muito se fala sobre a importância do engajamento.

Alguns confundem engajamento com motivação.

Então fica a dica: o engajamento daqueles que atuam numa organização, sejam funcionários, terceiros, fornecedores ou mesmo pacientes / clientes é antes uma reação e não uma ação.

Uma reação, uma consequência que se dá à partir da:

• comunicação clara do propósito;
• confiança neles depositada;
• autonomia e respeito no trabalho;
• liderança alinhada entre discurso e prática;
• implantação de metas alcançáveis e bem definidas;
• indicadores de desempenho objetivos;
• iniciativas de meritocracia ou reconhecimento;
• ações de desenvolvimento e coaching;
• promoção do diálogo interno considerando o conhecimento e experiência de cada um;
• incentivo do trabalho conjunto e de ações de responsabilidade social.

Então, antes de julgar se sua organização conta ou não com um real engajamento daqueles que a compõe, #vempraHUMANIX e vamos ajudar você obter os melhores resultados!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Posicionamento: pode causar problemas?



Hoje quero dar uma dica simples, prática, rápida e indolor para que as relações interpessoais perdurem e sua rede de network continue crescendo de forma consistente.

Embora pareça banal, esta dica ainda é muitíssimo pouco executada nas diversas dimensões do relacionamento humano, ou como diria o apresentador dominical, tanto no pessoal como no profissional.
A ação consiste em "posicionar" e pode ser definida como o ato de declarar sua posição quanto a determinado fato ou situação e afeta diretamente as decisões dos indivíduos.
O ser humano tem gatilhos mentais que são disparados de acordo com o nível, detalhe e atualização de informações que recebe a respeito de quaisquer situações, desde as mais corriqueiras, levando-o a realizar julgamentos ou alinhar expectativas.
À partir de uma determinada informação, ou da falta dela, a mente constrói automaticamente um número x de combinações possíveis para o desenrolar de um dado assunto ou situação, que a depender do tipo de personalidade do sujeito em questão, pode ser considerada, otimista, pessimista, realista ou seja lá a qualificação que queiramos associar.
Fato é que estes gatilhos e construções mentais utilizam energia e geram esforço que muitas vezes, poderiam ser destinados à questões de maior relevância, se a outra parte oferecesse de tempos em tempos algum tipo de subsídio ao receptor. 
Podemos usar alguns exemplos, desde os corriqueiros, até os profissionais. Numa relação conjugal, quando se tem uma rotina de horários de chegada do trabalho, a quebra do hábito sem posicionamento é um gatilho para quem espera do outro lado, que por vezes gera discussões desnecessárias para o casal. 
Num encontro, seja qual for a relação, o atraso previamente comunicado tem um efeito salutar e ajuda a administrarmos melhor o tempo e nossos padrões mentais.
Na relação com um cliente, o pior que pode ocorrer, não é dizer "não" a um pedido ou explicar uma "impossibilidade", mas deixar de posicioná-lo periodicamente a respeito de uma demanda.
Num processo seletivo, em que seja estabelecido um contato inicial, não se deve ignorar ou deixar de posicionar os candidatos. Isto demonstra descaso e fere a imagem do contratante.
Enfim, posicionar é um ato saudável, que alimenta positivamente as relações e que acima de tudo demonstra respeito de quem oferece por quem recebe.
Se você observar bem, todos os dias encontrará uma ou outra situação em que tenha que posicionar alguém sobre alguma coisa. Portanto, não procrastine por não ter definição ou algo assim.
Os bons hábitos causam sensação de satisfação, se propagam e perduram. Você verá como as pessoas passarão a adotar este hábito com você!
Posicione sempre! #Fica a dica!
Grande abraço.
Jessica Gomes

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Cooperativismo Médico - Sobrevivência?

Assim como todo o sistema de saúde suplementar, o sistema de cooperativismo médico pode ter sido sim uma ideia ideologicamente correta, em algum momento passado.
Não obstante sofre um processo de implosão a olhos vistos. Não há o que se esperar de um sistema que se canibaliza e onde as chamadas "co-irmãs" fazem coligações políticas para tomada de poder, umas das outras, num exercício de vaidade que vai muito além do que é aceitável na ética administrativa.
O eixo Rio - São Paulo é obviamente o mais afetado pelo volume de beneficiários que nele transitam e pelas concentração de carteiras, bem como dos prestadores de serviços e médicos tidos como de primeira linha, o que - sem o produto adequado, regras de regulação bem desenhadas, controles e gestão de sinistralidade e administração por administradores - torna-se inviável.
Não fugindo da postagem anterior, onde falamos sobre o futuro do sistema de saúde suplementar e a exemplo da CPI dos Planos de Saúde do Estados de São Paulo e do fechamento das Unimeds de Brasilia, Salvador, Maranhão e Cidade de São Paulo, há iniciativas que se desdobram em fatos e resultados tão questionáveis que fica complicado responder publicamente sem se comprometer. A lesão da marca é suprema e define as consequências.
Não tenho dúvidas que, enquanto sistema - não há sobrevivência para o cooperativismo médico na saúde. Apenas uma questão de tempo.

Ética, Moral e Valores - Crise Social e Profissional





Quando o tema é Excelência em Atendimento, os serviços têm deixado muito a desejar. Sofremos as consequências do mal do século: ausência de ética, moral e de valores.
Neste sentido, os desafios no âmbito profissional para corrigir os desvios são cada vez maiores, exigem muito esforço e apresentam resultados bastantes tímidos.
Se não quisermos perdurar a situação e garantir a preservação de valores como respeito, educação, responsabilidade pessoal, precisamos repensar a educação no contexto onde ela deve ser definida: elementos da criação do caráter e da personalidade se iniciam em casa. 
Há que se redirecionar com urgência a maneira de educar, buscando equilíbrio entre a rigidez e austeridade do passado e a permissividade e ausência de limites do presente.
A escolarização - como bem se refere Mário Sérgio Cortella , é apoio à família e não o contrário. (https://www.youtube.com/watch?v=IuU21eDJIrI)
Vendo uma entrevista do Leandro Hassum no Jô Soares num trecho onde ele se refere à atitudes corretivas de comportamento de sua mãe para com ele ainda na infância, reforcei ainda mais minhas convicções. (https://www.youtube.com/watch?v=cMi2wqT38iQ)
Em minha área de atuação,  uma alternativa que tem se mostrado muito resolutiva é a contratação de profissionais com idade acima de 35.
Os programas de Jovens Aprendizes precisam de mais foco para as questões comportamentais que para as técnicas.
Costuma-se dizer que não há receita para educar filhos. Tendo a discordar. 
E você, já pensou nisso?
Gde Abraço!

Reorganizando o Sistema de Saúde Suplementar

Não há como negar que vivemos uma crise muito mais política-social que econômica. Uma inversão de valores que progride exponencialmente, desde a infância, onde a individualidade é cada vez mais promovida e defendida, em detrimento dos anseios, desejos e necessidades das comunidades onde o indivíduo está inserido.
No sistema de saúde suplementar não é diferente. Longe do foco preventivo, é uma máquina financeira potente e de interesses divergentes entre os diversos atores da cadeia produtiva.
Muito pouco ou quase nada se faz em beneficio do cidadão e consumidor. As atitudes, sejam dos órgãos governamentais, profissionais liberais da saúde ou ainda das operadoras, seguradoras, laboratórios e hospitais é quase unânime em garantir grandes margens frente ao achatamento cada vez maior do poder aquisitivo da população e das empresas mantenedoras deste tipo de benefício para sua base de empregados.
Evidente que não se pode deixar de lado os interesses das empresas de saúde privadas com relação à sua sustentabilidade financeira e lucratividade, mas há que se adotar rapidamente um redirecionamento estratégico a fim de não se esgotar a fonte.
Apostar em especuladores e lobistas que estão muito menos ligados às relações de influência governamentais e cada vez mais  a escândalos e operações policiais, nas mais diferentes esferas, inclusive Saúde, não pode ser sinônimo de nada que vislumbre o bem da qualidade de vida e longevidade dos cidadãos.
Ou revertemos os valores ou nos afundaremos literalmente nos umbrais da corrupção e da mais profunda pobreza humana: a da falta de princípios.
Para tanto, muito mais que doutorados, mestrados ou dirigentes médicos, precisamos antes de tudo de administradores capazes e experientes, com habilidade estratégica, de planejamento e liderança para execução com inovação e quebra de paradigmas e que o façam além de seus certificados de especialistas acadêmicos.
Embora a categoria menospreze a capacidade de profissionais de primeira linha e se entregue à própria sorte de lobistas e profissionais sem conhecimento do setor entendendo ter clareza dos rumos a serem seguidos, precisarão repensar se quiserem se perdurar e manter alguma credibilidade perante a população.
 O verdadeiro rumo deverá muito em breve ser ditado pelos usuários e empresários que mantém o setor da saúde suplementar, pelo resultado do binômio "eficiência x custos", que inviabilizará rapidamente toda a cadeia.
Por isso, não podemos nos apartar desta discussão. Ou determinamos as condutas pelas regras naturais do consumo, ou ficaremos à mercê de um sistema visivelmente fadado a sucumbir.

Sucessão e Desenvolvimento

Muito se fala sobre a importância do desenvolvimento de profissionais no mercado em geral. Empresas se esforçam criando instrumentos de educação continuada, oferecendo cursos internos, custeio de extensão para aperfeiçoamento. Tudo a fim de garantir a continuidade de profissionais preparados para lidar com a realidade corporativa e seu dinamismo, num mundo onde a informação se viraliza em milhares de Mbps.
Processos de sucessão bem desenhados e conduzidos pelas unidades de Recursos Humanos também têm sido aliados na busca da continuidade corporativa e manutenção do DNA das empresas.
Todavia, esses investimentos e ferramentas não podem ser apenas mecanismos sistemáticos para divulgação da existência de um programa. Antes, devem servir de apoio para que os gestores efetivamente consigam  se dedicar ao preparo de sucessores e desenvolvimento de profissionais na prática do dia-a-dia.
O que não se consegue fazer com eficiência e eficácia comprovadas é viabilizar que as lideranças sejam capazes de ensinar e lapidar profissionais, seja pelo completo desconhecimento sobre como proporcionar o desenvolvimento de pessoas, seja por insegurança na manutenção de suas próprias atividades ou ainda falta de foco na gestão e excesso de esforço na execução de tarefas.
Ainda é perceptível que muitos desconhecem o significado de delegar. Equipes inchadas pela burocratização processual, simulando trabalho em excesso, com processos fim e não meio, são cada vez mais comuns nas organizações. Teorias acadêmicas de pouco resultado, revelam-se ironicamente os algozes da procrastinação.
Outrossim, encontramos equipes bem desenhadas para a execução de tarefas e que - ao menor sinal da ausência do condutor - perdem-se em seus objetivos sem clareza de como e onde chegar.
Então, há que se assimilar que preparo e desenvolvimento de profissionais e sucessores exigem antes de mais nada de gestores com o preparo adequado para fazê-lo. Não há como atribuir-se esta responsabilidade às áreas de RH ou como se auto-denominam atualmente "Gestão de Pessoas". 
Gerir pessoas é atividade de todos os que possuem responsabilidade para tal e não pode ser entregue a teóricos. Exige trato cotidiano, conhecimento de mecanismos de coaching, contratos de prazos e ações e preparo das lideranças. 
Grande abraço!
Jessica Gomes

(In) tolerância e gestão do tempo

Intolerância parece ser uma palavra que atribui uma conotação negativa à quem a ela se associa. Mas como tudo na vida, acredito que uma dose equilibrada deste ingrediente seja salutar na maioria das vezes.
Há que se entender a intolerância à luz da desejada resiliência, sem que se entenda permissivo ou submisso, mas que se movam as células do inconformismo e da mudança do status quo. Pensemos "in", sobre tolerância. Reflexão.
Particularmente, entendo-me saudavelmente intolerante com o desperdício de tempo nas organizações. Tenho tido experiências frequentes onde as reuniões - além de exageradamente demoradas - não têm pelos seus promotores, qualquer planejamento, estrutura, objetivo ou continuidade.
Assemelham-se a sessões de brainstorming, mas sem começo, nem fim. Ainda sinto-me intolerante ao me deparar com os promotores de tais desperdícios de tempo, quando os mesmos retomam o mesmo assunto inúmeras vezes e dizem - inconformados: "Mas já falamos sobre isso milhares de vezes!".
Sim. Isso inegavelmente é um fato. Mas falar sobre as questões como numa sessão de terapia, sem ações, prazos e responsáveis em reuniões de três ou quatro horas está mais para lamúria que para solução. Além de servir como objeto para justificar a "falta de tempo" para se fazer o que deve ser feito e - portanto - safar-se das responsabilidades e riscos de quem efetivamente faz.
Pode parecer uma bobagem abordar este tema aqui, mas é muito mais comum do que se possa imaginar.
E você, sabe fazer gestão de seu tempo?
Grande abraço!
Jessica Gomes

Inovação x Paradigmas

Atualmente fala-se muito em inovação como uma competência difícil de ser encontrada nos profissionais de mercado e - sim - é.
O ser humano, dicotômico em suas mais diferentes facetas, também divide-se entre estar aberto e disponível para a inovação e continuar fazendo as coisas como sempre foram feitas.
O fator propulsor desta escolha está diretamente ligado à capacidade do profissional em assumir riscos de forma calculada e sua habilidade em redirecionar ações.
O ponto de reflexão aqui é que se os resultados são bons, para quê mudar, certo? Errado!
Desejar sempre mais, no sentido positivo da saudável ambição é estar disposto a melhorar. E nem sempre precisamos ir do 8 ao 80! É absolutamente possível renovar - versionar sobre algo que já existe - também é inovar e nos proporciona aprimoramento, aumentando nossa segurança em tomar decisões!
O profissional paradigmático é inseguro por definição. Não admite novas possibilidades e conforma-se com o resultado que já se tem. Se não o tem, certamente responsabiliza a outros em seu entorno pelo fracasso.
Experimentar novas alternativas, permitir-se aprender com o outro, é estar em constante crescimento. Estar aberto ao novo é manter-se vivo!
É ter coragem de ser diferente e competência para fazer a diferença!
Grande abraço.
Jessica M Gomes

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Ética, Moral e Valores - Crise Social e Profissional

Quando o tema é Excelência em Atendimento, os serviços têm deixado muito a desejar. Sofremos as consequências do mal do século: ausência de ética, moral e de valores.

Neste sentido, os desafios no âmbito profissional para corrigir os desvios são cada vez maiores, exigem muito esforço e apresentam resultados bastantes tímidos.

Se não quisermos perdurar a situação e garantir a preservação de valores como respeito, educação, responsabilidade pessoal, precisamos repensar a educação no contexto onde ela deve ser definida: elementos da criação do caráter e da personalidade se iniciam em casa. 


Há que se redirecionar com urgência a maneira de educar, buscando equilíbrio entre a rigidez e austeridade do passado e a permissividade e ausência de limites do presente.A escolarização - como bem se refere Mário Sérgio Cortella , é apoio à família e não o contrário. (https://www.youtube.com/watch?v=IuU21eDJIrI)


Vendo uma entrevista do Leandro Hassum no Jô Soares num trecho onde ele se refere à atitudes corretivas de comportamento de sua mãe para com ele ainda na infância, reforcei ainda mais minhas convicções. (https://www.youtube.com/watch?v=cMi2wqT38iQ)


Em minha área de atuação,  uma alternativa que tem se mostrado muito resolutiva é a contratação de profissionais com idade acima de 35.Os programas de Jovens Aprendizes precisam de mais foco para as questões comportamentais que para as técnicas.


Costuma-se dizer que não há receita para educar filhos. Tendo a discordar. 


E você, já pensou nisso?


Gde Abraço!

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Abutres ou Humanos? Eis a Questão!

Nos últimos dias tenho refletido sobre o motivo que leva o ser humano a ter tamanha atração pelas tragédias, dificuldades ou problemas alheios a si próprio.

Intriga-me o fato de que as demonstrações de ajuda, solidariedade e compaixão verdadeiras sejam percebidas em número infinitamente menor que as iniciativas de observação e abordagem meramente especulativas.

Veja:
  • Um acidente de trânsito é capaz de causar mais transtorno pela curiosidade em torno do fato que necessariamente por almas piedosas oferecendo ajuda.
  • Uma notícia trágica tem muito mais pontos na audiência que um documentário sobre ações humanitárias em qualquer local da cidade ou do mundo.
  • Problemas de relacionamento entre casais adquirem muito mais conselheiros que aqueles que se prontificam em cumprimentar um casal por sua felicidade estável.
  • Quando um transeunte tropeça de forma súbita, há mais reações de risos que de ajuda.
Enfim, estes são apenas alguns exemplos cotidianos de atitudes controversas no âmbito das relações ditas "humanas".

Quando estamos envolvidos com um problema de fato, há muito mais especuladores que o fazem a título de ter o que comentar sobre o outro, seja para vangloriar-se por não estar naquela situação ou ainda para escarniar com as dificuldades alheias. Só o que não se vê é uma genuína preocupação com o outro.

A individualidade é prioridade na vida das pessoas em número cada vez maior e as relações cada vez menos valorizadas. 

O insano é que o egoísta crônico potencializa tudo em sua vidinha medíocre: o seu "mais" é mais que o de todas as pessoas, o seu "menos" é menos que o menos de todo mundo, sua "dor" dói mais, seu "sofrimento" é mais pesado e ninguém no universo merece alegrias maiores do que as que ele mesmo é capaz de sentir.

O sentido de coletividade esvaziou-se como se esvaziam os corações de sentimentos autênticos.

Preocupam mais as opiniões alheias, a possibilidade de ter sido passado para trás ou ainda de ver que o outro possa estar se dando melhor que ele mesmo.

Agora, há de se acreditar que um profissional de relacionamento ou atendimento seja capaz de ser um profissional de valor com este tipo de comportamento? 

Oras, ser um profissional de atendimento de excelência exige desprendimento e desapego. Exige o olhar na coletividade, no outro. Exige doação.

No extremo, seriam seres humanos os que se deliciam e se alimentam ao sentir aquela dose de contentamento por ver seu semelhante em situação de dificuldade, necessidade ou desespero?

É possível que um elemento se entenda ser melhor e diferenciado por ter a propriedade e contatos especuladores de fonte segura?

Sinceramente, abomino esta espécie, mas em minha crença, oro para que estas criaturas evoluam

Alguns os comparam a abutres. Mas também esta comparação não me parece justa. Devem ser um nível evolutivo acima.

E você, já pensou nisso?

Grande abraço,

Jessica M Gomes




segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Que País é Esse?

Eu trabalho com carteira assinada desde 1985.
Desde então, anualmente contribuo com 5 meses dos meus proventos diretamente na fonte.

Isso significa que do total de 30 anos trabalhados, 150 meses de salário foram "doados" compulsoriamente em contribuição para o Estado em " benefício da coletividade " . 

Isto eqüivale a 12 anos e meio da minha vida produtiva onde cada minuto trabalhado foi dado para os governantes deste pais.  Sem contar todas as outras contribuições: cpmf, iss, iptu, ipva, ir, iof, ipi, taxas de lixo, etc, etc, etc.. 

Se hipoteticamente meu salário fosse de 1 mil reais por mês, na moeda atual, ao longo destes 12 anos e meio, isso representaria um montante de 150 mil reais já doados ao governo em metade da minha vida produtiva e um terço da minha existência neste terra. 

Ah!!! A propósito, ao final da minha vida produtiva (aposentadoria) ainda não terei quitado os 150 mil reais que faltam do financiamento da minha casa própria (ainda faltam 20 anos e já estou com 49....). 

Proporcionalmente, trabalhei mais para o Estado, que para usufruto pessoal para ter só uma casinha pra morar. 

Sim, porque ainda tenho que pagar escola, plano de saúde, odontológico, carro, gasolina, com o que sobra. Na verdade, com o que falta, pois é inevitável que se atrasem alguns pagamentos vez por outras para conseguir "ir levando", com cobranças de juros elevadíssimas.

Isso, se quiser ter o mínimo de cuidado, educação e conforto, já que a contribuição para a coletividade não me proporciona nada disso.

 Ah!!! Eu lembrei que também preciso de alimento e medicamentos, vestimenta e calçados para toda a família. Como cidadã, faço tudo isso e ainda cumpro com meus deveres cívicos de voto desde que me fora permitido fazê-lo.

Considero-me uma pessoa privilegiada, bem sucedida profissionalmente. 

Por escolhas  acabei por trabalhar na área da saúde privada, à qual me dedico há cerca de 10 anos. Ironia este nome, não? Sim... Saúde privada, pois apesar de 12 anos e meio da minha vida dedicados ao Estado, eu e milhões de pessoas, precisam pagar para ter assistência médica.

Ou pago do meu bolso ou trabalho numa boa empresa que me ofereça a assistência como benefício. Sim, porque o Estado não dá. 

E aí eu vou resumir a história e aproveitar para esclarecer algumas coisas: vem o Estado, através de um órgão que se auto-denomina como Agência Nacional De Saúde Suplementar ( sim....kkkkk.... Saúde!) e se vê no direito de dizer que eu não posso mais ter o benefício do meu plano porque decidiram que vão obrigar outra empresa a me dar, simplesmente porque decidiram. 

Oras, dar não deram, fui atrás, arrumei uma boa empresa que me oferecesse e se vêm no direito de mudar falando que é para meu bem e garantia de assistência? 

Ahn? ANS - órgão que foi criado para regulamentar a saúde "suplementar". E o que seria a saúde suplementar? 

Ah! Aquela criada por empresários para oferecer alguma condição de saúde que complementasse o que o Estado não consegue prover.

Mas.... O Estado que quer controlar é o mesmo que nem mesmo consegue prover o que lhe é de obrigação? Senhores, isto é uma piada. De muito mal gosto. 

Sim amigos. não precisam especular: trabalho na empresa que teve sua carteira de clientes alienada, gerenciando uma área com 700 funcionários, atendendo mais de um milhão e 700 mil usuários somente na capital de São Paulo e que -  por decisão do Estado -  deverão ser atendidos por outra empresa pois decidiram que uma empresa que faz isso há 44 anos não pode mais fazê-lo.

Sim, o mesmo Estado que nunca conseguiu fazê-lo se vê no direito de julgar por não conseguir receber a pesada carga tributária que imputam às empresas privadas. 

Aliás, a título de informação, as empresas que trabalham no ramo da saúde têm os mesmos percentuais tributados que as empresas financeiras e bancos.  

Talvez porquê nosso Estado entenda que dinheiro e saúde tenham a mesma importância. Ou melhor, neste sentido, a saúde tem muito menos valor que os paraísos fiscais para os quais enviam seu dinheiro conseguido com as mais descaradas formas de captação financeira: a propina!

Curioso. Mais curioso ainda é vir a público noticiar a alienação de carteira, ver a mídia distorcer a realidade, causando uma pane no mercado, deixando os clientes desassistidos, sem nenhum pronunciamento, pois é "natural que o mercado se acomode" em outras operadoras, assim que entenderem que não há volta na decisão.

Sim, isso porquê não são os pais, filhos, conjugês e amigos dos governamentais que estão necessitando de assistência. Estes pagam Hospitais de primeira linha no Brasil ou fora dele, pagos com o dinheiro do contribuintes.

Certamente devem se reunir ao redor de uma mesa regada a muito whisky 12 anos e mulheres com curvas maravilhosas, usando de todo escárnio possível para com os mais de 8 mil desempregados envolvidos para atendimento destes clientes em todas as esferas da saúde envolvidas, sem contar os mais de 1 milhão de beneficiários sem atendimento.

Lamentável, senhora Agência Nacional de Saúde Suplementar. Parabéns, Sra. Dilma!

Incoerência, incongruência, incompetência! Mas, oras, qual a novidade no mar de lama que a população já se encontra, não é mesmo? 

E não me venham os amigos petistas me julgar, pois fui defensora deste partido nos anos 80, de forma ferrenha, por puro idealismo juvenil. E imaginar que fora enganada como milhões de cidadãos, mesmo já tendo alterado meu voto nas duas ultimas eleições presidenciais.

Náuseas! Tenho náuseas! Com licença que vou beber uma água gelada que é o que tenho pra hoje!

Grande abraço e boa sorte!


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Mudança de Rota

Olá! 

Saudades de compartilhar por aqui. Vida corrida, essa a nossa, não é?

Essa correria me faz refletir no quão interessante é a habilidade que desenvolvemos ao longo do tempo, para driblar as surpresas que essa vida nos apresenta vez por outra.

Lidar com os imprevistos é uma arte que abrange diversas competências.

Pensa comigo: paciência, aceitação, agilidade, decisão, conhecimento, criatividade, adaptabilidade, equilíbrio, responsabilidade pessoal, iniciativa, capacidade de análise, negociação e outras tantas!

Será por isso que a maturidade e a vivência nos deixam mais tranquilos, menos ansiosos, menos dramáticos, menos imperativos, menos fatídicos?

Observando o mundo corporativo, é notória a dificuldade que os profissionais apresentam em redirecionar ações. 

Ao contrário da vida, onde o mundo nos obriga a mudar rota sem chance de argumentação, não é incomum termos que mover montanhas para que profissionais aprendam a aceitar a possibilidade do erro, a necessidade de correção do percurso.

Passa pela vaidade de se imaginarem onipotentes, oniscientes: incapazes de errar. Muitas das vezes, a verdade escancarada se mostra intransigente com as decisões tomadas, mas insistem em subestimar o universo.

Ora, pois. Será que realmente vale a pena querer estar certo em 100% das vezes?
Não basta o discurso de não ter compromisso com o erro. Primordial é nos permitir o aprendizado. Sermos capazes de ouvir.

Aceitar que várias cabeças podem pensar melhor que uma só.

Afinal, o mundo persistirá, apesar de nós. Então, vamos evoluir?

Grande abraço!

Jessica




terça-feira, 9 de julho de 2013

Isso é medicina? Protesto!

Nossos dias demonstram que o equilíbrio entre o valor material e o valor sentimental estão cada vez mais desbalanceados.
Não falo somente da falta de solidariedade e respeito nas ruas, com as pessoas.
Não só do empurra-empurra nos acessos a ônibus e metrôs, nas discussões por vagas nos estacionamentos de shoppings, daqueles que não dão assento às grávidas.
Nem falo tão pouco da falta de amor ao próximo, com os que passam fome ou ainda dormem nas ruas, os dementes, os velhos, as crianças molestadas por detentores de mentes perturbadas. 
Não falo só de pais que matam filhos e filhos que matam pais por valores questionáveis e motivos torpes.
Não falo somente dos crimes hediondos que vemos nas mídias sensacionalistas, nem da política suja e corrompida de nossos governantes.
Falo também daqueles que são corrompidos anônimos. Que se escondem atrás de seus "canudos", doutorados e mestrados, valendo-se disso para cometer verdadeiros crimes à vida. 
Daqueles que proferem votos de ética quando acadêmicos e que se deixam levar pelas cifras que podem acumular, a qualquer custo, incluindo a vida do outro. 
Falo dos que se entregam ao dinheiro fácil e manipulam vidas, daqueles que cometem extorsão pelo falta de humanidade, pela feliz fugacidade que podem proporcionar alguns trocados a mais.
Falo daqueles a quem confiamos nossas vidas, a quem acreditamos zelar pela nossa saúde e que não vêm em nós mais do que a representação de 30% a mais na prótese que podem implantar ou na cirurgia que podem realizar para alguns honorários a mais no fim do dia.
Não me tomem como generalista, pois é fato que há aqueles que se diferenciam em todos os pontos aqui colocados, com ética e valores inquestionáveis. 
Mas hoje estou apenas compartilhando a minha indignação com o lado escuro e obscuro da saúde suplementar. Contra a verdadeira máfia que se esconde por trás da máscara da saúde.
É... estou indignada. Pela falta de atuação forte na regulação ética dos "profissionais" deste setor.
Indignação pelo egoísmo do homem. Pelo animalismo dos profissionais liberais. Nestes dias de protesto, acho que estou protestando. 
Sim, isto é um protesto. 
Contra o desejo pelas coisas fáceis. Pelos que acham que "não têm nada com isso".
Um protesto contra a falta de humanização.
Um protesto contra a falta de caridade.
Um protesto contra a falta de valores éticos verdadeiros.
Pela falta de responsabilidade pessoal e vontade de ser bom, fazer o bem.
Um protesto pela falta de amor!
Tenho dito.

Grande abraço,

Jessica M Gomes

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Você, líder, dorme bem?

Cada vez mais creio que o que difere as pessoas umas das outras é tão somente a maneira como encaram as situações que se lhe apresentam.

Não é incomum que em situações difíceis se tenha dificuldades em decidir sobre qual o melhor caminho.

Em situações onde mudar é fundamental, ter na liderança problemas de tomada de decisão e rupturas é crítico agravante do contexto.

Tão crítico também são os comportamentos dos líderes que limitam sua responsabilidade àquilo que lhes bonifica o bolso diretamente.

Tenho vivenciado experiências as mais diversas, onde grandes empresas enveredam por caminhos conflituosos, por vezes em desequilíbrio fatal entre custo e qualidade, com foco meramente financeiro, para benefício dos que operam o próprio bônus.

Normalmente geradas por decisões equivocadas de sua própria gestão, estas dificuldades implicam atitudes as mais estapafúrdias, que vão desde o fim de iniciativas de sucesso -  com desperdício total da imagem de qualidade já conquistada -  à dispensa de capital intelectual de qualidade para a redução de custos operacionais.

Como já disse em vezes anteriores, já ouvi CEOs advogando em favor de um alto turn over justificando-o como resultado de uma "oxigenação" natural da organização.

Ora, há que se justificar tudo o que for necessário para a manutenção do status quo da governança geradora do desequilíbrio, o que é esperado, embora inadmissível em tal argumento.

Há quem justifique gastos pessoais de monta inadequada aos caixas da organização considerando um investimento ao estímulo de vendas. Estes são capazes de convencer pela simples competência da oratória e soluções de curto prazo fadadas ao insucesso rápido.

Há aqueles que acreditam que conseguem perdurar por muito tempo pela força do discurso.

Mas o fato, colegas, é um só: não há castelo que perdure com fundação de areia.

O trabalho árduo não só dignifica, mas dá sabor às conquistas, credibilidade à liderança e coesão de equipe.

Além do que, nada é mais salutar que ter uma noite de sono tranquila, depois de um dia de trabalho duro e honesto.

Eu durmo bem. E você?

Grande abraço,

Jessica M Gomes



sábado, 13 de abril de 2013

Se tudo vai bem, vc precisa de alguém?

É prerrogativa de cada organização garantir a perenidade de seus investimentos.

Na compra de um equipamento, por exemplo, a manutenção, percentual de ocupação, cuidados no uso, capacitação de quem opera e etc, vão garantir a durabilidade e justificar o investimento de compra, depreciação e consequente lucratividade.

Quando falamos de um equipamento isso muito lógico e tangível. Quando o assunto são serviços de relacionamento, aí a lógica se distorce na mente de quem define diretrizes institucionais.

Verdade é que todos acreditam que "relacionamento com clientes" seja uma atividade bastante simples de garantir perenidade, básica questão de processos, organização, método, políticas e treinamento.

Ocorre que nada disso se sustenta ao longo do tempo se não houver uma liderança forte, com conhecimento em relacionamento humano, com equipe engajada e que mantenha o foco no trabalho em equipe, coesão de time, objetivos e resultados.

Falando assim, não existe nada de novo. Coisas que estamos cansados de saber, aprender, ler, ouvir.

A questão aqui é encontrar quem na prática consiga levar adiante, com compromisso e resultados, equipes de 10 a 10 mil funcionários.

Nas minhas experiências, tenho visto empresas - em especial no setor da saúde - investirem milhões em consultorias para garantia de resultados processuais e financeiros, com resultados que massacram o clima organizacional e destroem investimentos passados, deteriorando resultados futuros.

Por mais simples que pareça, conseguir manter a excelência de serviços alcançada com custo operacional equilibrado exige competência de quem sabe liderar pessoas e não somente processos, finanças e politicas institucionais.

Difícil ainda é encontrar quem efetivamente saiba cumprir com tais entregas, mediante a banalização dos profissionais do setor e o "achismo" de profissionais de outras categorias/setores como comercial, marketing, recursos humanos e inclusive médicos e enfermeiros, que entendem serem capazes de conduzir com o expertise que têm, a liderança de áreas de relacionamento.

Engano. Quando tudo vai bem, há a tendência de se achar que é simples manter o vôo em céu de brigadeiro, que não se precisa de alguém diferenciado com remuneração igualmente diferenciada, para garantir a perenidade dos serviços.

Auto-suficiência, arrogância mesmo.

Ora, imagine se um profissional de atendimento resolvesse liderar uma área cirúrgica, comercial ou de eventos, por exemplo. Não podemos imaginar que seja impossível num primeiro momento, mas certamente as dificuldades serão muitas para engajar, obter resultados e quiçá garantir sustentabilidade ao longo do tempo.

Subestimar o caráter estratégico de áreas de relacionamento e prestação de serviços, encarando a condução de maneira medíocre e simplista só leva à degradação em médio prazo.

Em um ou dois anos, no máximo, organizações que adotam este tipo de diretriz acabam por comprometer serviço, imagem, resultados financeiros e sua própria identidade.

Analogicamente, nas relações humanas, quando tudo vai bem, tendemos a imaginar que não precisamos de ninguém. Mas este é um pensamento completamente equivocado. É exatamente quando as coisas vão bem, quem precisamos de força conjunta para reunir e estocar energia necessária para épocas difíceis.

E com você? Se vai tudo bem, você precisa de alguém?

Grande abraço,

Jessica M Gomes